A ORIGEM DO MESTRE DOS ESPELHOS | Quadrinhoscópio

O Mestre dos Espelhos é mais um bizarro vilão das ruas de Central City, repleto de pseudo-ciência, que não faz sentido algum, mas todos adoramos do mesmo jeito.

E desculpa aí pela voz rouca =/


O primeiro Mestre dos Espelhos se chamava Sam Scudder e surgiu na edição #105 de The Flash em 1959. De maneira muito inesperada, Scudder trabalhava numa fábrica de espelhos e, ao derramar químicos em um deles, descobriu que a superfície adquiriu propriedades especiais. O futuro vilão logo passou a estudar e criar novos efeitos em espelhos, fez um uniforme e, sob a alcunha de Mestre dos Espelhos, passou a usar duplicatas de si mesmo para cometer crimes.

O Flash logo o derrotou, mas Scudder ainda não estava acabado. O vilão reflexivo descobriu o Mundo dos Espelhos – uma dimensão que só se torna acessível quando se alinha espelhos num ângulo específico. Explorando sua nova descoberta, Scudder criou sua Arma Espelho – um equipamento formado por quatro espelhos que refletem luz no centro da arma, e blábláblá, pseudo-ciência, blábláblá Whiskas Sachê. O que importa é que o vilão se tornou recorrente, e como estamos falando de quadrinhos, não demorou para que um cara que sabia arrumar espelhos expandisse seus poderes ao ponto de adquirir até controle mental.

O Mestre dos Espelhos morreu, com mais uma pá de gente, na edição #10 de Crise nas Infinitas Terras, em 1986, e o manto do vilão foi adotado por Evan McCulloch, que apareceu pela primeira vez na edição #8 de Homem Animal, em 1989. Órfão, Evan aprendeu cedo a matar para se proteger. Com 16 anos, saiu do orfanato e, em vez de virar Robin como bons órfãos da DC fazem, decidiu virar assassino para sobreviver. O Departamento Federal de Investigação logo o encontrou e, ao dar a ele a Arma Espelho de Scudder, Evan foi contratado para trabalhar para o governo disfarçado de vilão.

Após dar cabo de alguns inimigos governamentais, Evan mandou todos às favas, matou geral e, como bom vilão empreendor, abriu seu próprio negócio de vilania independente em Central City – o que é uma ótima ideia, visto que o Flash derrotou esse mesmo vilão tantas vezes antes, não é mesmo?

Os poderes do Mestre dos Espelhos podem ser resumidos como “o poder do roteirista”. Com a desculpa dos espelhos e aquele papo errado de ângulo certo, o Mestre dos Espelhos consegue voar, ter visões do futuro e do passado em seus espelhos e até se teletransportar entre os espelhos. Num prisma um pouco mais modesto, seus poderes consistem em criar ilusões de ótica, réplicas de si mesmo, manipulação de luz e espelhos para, quem sabe um dia, abrir sua própria barbearia.


NARRAÇÃO E EDIÇÃO:
Guilherme Albero

TEXTO E REVISÃO:
Erik Avilez


MÚSICA:
Argofox Creative Commons


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