Nos foi prometido o coringa mais lunático já adaptado para outras mídias, ao invés disso, temos um coringa emotivo, que chora, sente ciúmes, arrependimento, e ama, pasmem, ele ama alguém que não é o Batman.Jared Leto cumpriu sua função como ator e inegavelmente fez um bom papel, como um gangster, um líder de máfia colorido talvez, mas não um Coringa, pelo menos não o Coringa psicopata que não apresenta ter arrependimento de nada.

E acho importante dizer que por mais que Arlequina seja tratada por ele como um cachorro, ele ama ela, e o relacionando que em outras mídias era abusivo, virou algum tipo de role play de casal consentido.

Agora sobre o filme, é uma boa obra sim, vale o ingresso, é divertido, com cenas de ação boas que provavelmente vão agradar a maioria do público. As piadas não ficaram forçadas, e ficou um clima de filme que eu veria novamente vezes e vezes.

O Esquadrão em si me surpreendeu com uma boa sinergia entre os integrantes, mesmo os mais opostos, como Pistoleiro e Rick Flag, estavam numa sintonia bem divertida.

E por favor, destaque pra Viola Davis que fez um papel incrível como Amanda Waller. Fria, calculista, essa sim, sem arrependimentos, extremamente confiante de si. Amanda Waller não tem medo de peitar ninguém, por menos humanos que aquele ser seja.

Agora podem me chamar de Marvete (na verdade não tenho preferência entre editoras de quadrinhos de heróis), mas Esquadrão Suicida tem claramente influência de filmes com personagens Marvel, piadas non-sense como o estranho fetiche em unicórnios do Deadpool, a trilha sonora nostálgica como em Guardiões da Galáxia e até mesmo cenas pós-crédito interligando com o próximo filme.

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