Capas, roupas coloridas, máscaras, seres com poderes sobre-humanos. Não é só disso que são feitos os quadrinhos. No verão americano de 2002, escrito por Brian K Vaughan e desenhado por Pia Guerra a Vertigo lançava ‘Y – O Último Homem’.

Vertigo, uma subdivisão da DC Comics, já é conhecida por seus quadrinhos mais sérios e não tão focados no universo de super-heróis, como Constantine e Sandman. Y – O Último Homem conta a história de um jovem chamado Yorick e seu macaco Ampersand, que em um dia aparentemente normal se deparam em um mundo onde todos os homens e animais do sexo masculino morrem subitamente.

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Essa Graphic Novel me cativou de uma maneira enorme, boa parte pelo carisma (ou a falta de carisma) de Yorick, com piadas ruins, ou dizendo coisas sem pensar, um personagem que me identifico muito. Além dos ótimos personagens secundários, como a Agente 355 que o auxilia e orienta a jornada do último homem no “Oceano de Estrogênio”.

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Não são apenas questões como “O que causou isso?” ou “Foi algo mágico? Biológico?” que são levantadas nessa obra, mas questões mais densas e difíceis como “Como a sociedade ficaria se fossem apenas mulheres?” ou até “Se nossa sociedade machista como é, não apoia mulheres terem uma diversidade de ofícios como mecânicos, pilotos de avião, bombeiros ou até encanador, quem irá fazer esses trabalhos?”.

A história é extremamente cativante. Você lê do capítulo 1 ao 60 de uma maneira leve que te prende como poucas obras conseguem fazer. “Y – O Último Homem” está em segundo lugar em minha lista pessoal de Graphic Novels favoritas e que eu indico não como algo que você tem ler e sim, algo que você deve ler. Aliás, já que falei da minha lista pessoal, no topo da lista está Preacher, que é referenciada nessa obra com o isqueiro de Yorick, que é igual ao de Jesse Custer.

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