Chegamos ao décimo e último episódio da sexta temporada de Game of Thrones. Posso dizer que não foi o melhor episódio da temporada, mas o mais bonito, o mais poético. A construção das cenas com uma trilha incrível me deixou de boca aberta.

Teve muito fan service, teve teleporte, teve morte prevista e inesperada, teve dragão e teve muita rainha.

O episódio começou em Porto Real com uma sequência linda de cenas dos personagens se arrumando para o julgamento. Cersei, Tommen, Margaery, Alto Pardal e Loras, todos muito compenetrados.

Segue para o Septo e o julgamento de Loras, que acaba não ocorrendo porque o Cavaleiro das Flores confessa todos os seus pecados e se une à Fé Militante. Ganha tatuagem de estrelinha na testa e tudo.

Na Fortaleza Vermelha Meistre Pycelle, que continua ativo nos seus deveres , é interceptado por um dos passarinhos do Qyburn para se dirigir até as masmorras, lá é recebido por outros passarinhos que o esfaqueiam! No outro cômodo, o Reizinho Leite com Pera, depois de muito protelar a sua ida até o Septo, quando resolve sair é impedido de sair pelo Montanha. Eu achei que naquela hora o Rei perderia a cabeça… Uma das apostas que estavam rolando pré-episódio era a de que Cersey mandaria matar Tommen. Não aconteceu. Pelo contrário, como ficamos sabendo mais pra frente, Montanha estava montando guarda na porta do quarto do Rei justamente para impedir que ele morresse.

Margaery sente a falta do Reizinho e de sua mãe no Septo e desconfia de que algo está errado. O Pardal diz que a pecadora será julgada mesmo assim e manda seus acólitos buscarem a Rainha, sem dar muita atenção a Margaery.

Lancel percebe um dos passarinhos se esgueirando pelas ruelas de Porto Real e tem a brilhante ideia de segui-lo. É guiado até um lugar que parecem catacumbas no subsolo do Septo. Perde o passarinho de vista e acaba tomando uma facada no joelho que o impede de continuar perseguindo a criança. Se arrastando, percebe que está cercado por fogo vivo. Ao fundo vemos uma pocinha do liquido verde e uma velinha queimando. O rapaz até tenta alcançar e apagar a vela, mas chega tarde de mais.

Cersei conseguiu o que queria. Explodiu todos os seus problemas. Lá dentro ela eliminou toda Fé Militante, os Tyrell, incluindo a Margaery! Tio Kevan, entre muitos outros. Muitas mortes inesperadas nessa destruição do Septo. Adeus Natalie Dormer. Sentiremos sua falta na próxima temporada.

Voltamos a ver a Rainha Louca, agora com um sorriso de satisfação no rosto. Já o Reizinho, muito abalado, não aguenta o peso de todas as merdinhas que fez, e se joga da janela… Outra cena inesperada. A profecia vai se cumprindo.

No que foi a pior parte e a mais exagerada, na minha opinião, vemos a Septã Unella amarrada e a Rainha – completamente – Louca a torturando. Cersei joga na cara da religiosa todo o rancor do seu cativeiro e a entrega ao Montanha no final…

No final, não adiantou muito. Cersei fez o que queria, mas perdeu o filho e todos os possíveis aliados. Incluindo seu próprio irmão/amante, que fica muito bolado ao ver toda loucura que sua irmã aprontou.

Falando em inimigas, (surpresa!) voltamos à Dorne, que não víamos desde o primeiro episódio. Aí vemos as serpentes e a Rainha dos espinhos tramando para pegar a Cersei de jeito (surpesa! surpresa! Todo mundo pensava que Olena Tyrell já estava em Jardim de Cima a essa altura do campeonato). E chega também um importante aliado nessa guerra, Varys representando a Rainha Não Queimada! (surpresa! Surpresa! Surpresa!) Até que Dorne não conseguiu estragar esta única cena, ufa…

Lá nas Gêmeas, vemos a cambada de Frey, Jaime e Bronn comemorando a retomada de Correrrio. A festa acontece no mesmo salão do Casamento Vermelho, o que chega a dar um nó no estômago. Walder Frey tenta fazer amizade com o Jaime, mas acaba tomando uma sova do regicida.

Na cena seguinte, o desagradável Frey é servido por uma garota com uma torta e pergunta por seus inúteis filhos. A garota aponta para a torta e diz ao melhor estilo Oswald Cobblepot, “estão aqui”. Emenda: “sou Arya Stark e a última coisa que vai ver é o sorriso de um Stark enquanto morre”. E vemos surgir Arya Coração de Pedra…

Fica a sugestão de receita para o Cozinha dos Tronos! Torta de Freys.

O núcleo do Sam foi tão rápido quanto o de Dorne. Ele chega na Cidadela, é recebido com uma burocracia gigantesca, Gilly e o bebê não podem entrar e vai estudar na Biblioteca.

E chega o inverno…

Já em Winterfell, Jon está chorando suas pitangas para Melisandre, quando Davos entra jogando o bichinho queimado na mesa. Ele força a feiticeira a contar para Jon o destino da princesa Shireen. Ela tenta se justificar de toda forma, dizendo que só fez o que o seu deus ordenava. Mas não convence Jon, que decide por mandá-la para o sul para não enforcá-la. Antes de sair, Melisandre ainda ouve outra ameaça de enforcamento de Davos. Definitivamente, a feiticeira vermelha não é mais a mesma. Está visivelmente debilitada. Não acho que tenha sido uma boa ideia se desfazer de Melisandre com a proximidade da guerra com os outros. Ela seria uma peça importante nessa batalha, vamos ver o que irão arrumar na próxima temporada.

Sansa e Jon estão cada vez mais próximos. Trocam elogios, confidências e carinhos, tá fofo!

Em compensação, Sansa e Mindinho estão num clima muito esquisito. Ele deixou claro que quer a moça e ela deixou claro que não o quer. Ainda por cima, o ex-cafetão fica tentando jogar Sansa contra o irmão.

Jon se reúne com as famílias do norte para decidir o que fazer com a vinda do Rei da Noite. Ficam de mimimi com a chegada do inverno e a pessoa mais sensata de todas as temporadas – Senhora Lyanna Mormont – toma a palavra, faz mais um discurso incrível, e nomeia Jon o Rei do Norte, o Lobo Branco. Os Lordes das outras casas a seguem, fazendo mea culpa por não terem apoiado Jon na luta contra os Bolton. Em meio à aclamação geral, Mindinho fica só observando encostado em um canto.

Draw Me Like One of Your French Girls

Para lá da Muralha, Bran se despede do Tio Benjen e vai dar sua última viajada da temporada. Depois de todo esse tempo fugindo dos mortos-vivos, ele merece dar uma relaxada. Percebe que está deitado ao lado de uma árvore-coração e resolve fazer uma conexão com ela. Meera ainda chama a atenção dele: “Vê se não vai fazer merdinha de novo, hein!”. Plug and Play. Era óbvio e claro que voltaríamos para onde tínhamos parado: na Torre da Alegria. Mas a cena ficou tão jogada que era melhor ter sido apresentada logo lá no começo da temporada. Realmente não entendi a divisão. Criou um suspense com algo que todo mundo já esperava e sabia.

Ele vai com o pai, no passado, ao encontro da Lyanna que está largada sangrando na cama. Ele fala o famoso “prometa-me, Ned” e morre. Ned vê o bebezinho Jon e percebe que não tem os olhos dos Targaryen, por isso deve ter assumido a criança como seu bastardo. Foi legal confirmar a teoria, ver a Lyanna, mas a cena ficou muito perdida… acho que foi o ponto fraco do episódio.

E não adiantou nada para o Jon. O fato de ser filho da Lyanna e do Raegar não faz dele menos bastardo… Alguns fãs estão falando que essa revelação muda tudo. Uma vez que agora ele é um Stark / Targaryen. Mas, não muda nada, uma vez que todo mundo que conhecia esse segredo já morreu (ou não apareceu na série)… quer dizer, todo mundo menos um: o próprio Bran, que está a caminho de se tornar o Deus ex-machina da série. Alguns fãs, inclusive, esperavam que essa temporada terminasse com ele derrubando a muralha para a passagem dos mortos-vivos. O que não aconteceu. Ainda bem…

Na nossa última visita a Essos, encontramos a Mãe dos dragões dando um fora no Daario e falando para ele ficar por lá mesmo. Ela fala que tem que casar com alguém de Westeros (Rei do Norte??) e ele vai é atrapalhar. Daario reage de uma forma muito esperada: se põe de joelhos, faz juras de amor, chora… mas nada adianta. Danaerys se faz de durona e sustenta a sua decisão.

Depois, a Rainha vai buscar consolo e conselhos com Tyrion. Ele não é muito bom no primeiro, mas arrasa no segundo. Ela o nomeia Mão da Rainha e o anão se ajoelha, na cena mais emotiva do episódio.

Finalmente, os navios zarpam rumo a Westeros abarrotados de Homens de Ferro, Imaculados e Drothaki. Estes, pelo jeito, perderam o medo do mar e estão de boas no navio. Pelo menos não vimos ninguém vomitando. Ia estragar a cena épica final de episódio e da temporada. São seguidos pelos três dragões, fazendo voos rasantes. No navio principal está linda e bela a Mãe dos Dragões, seguida por seus companheiros, Tyrion, Misandei, Verme Cinzento e Varys. Varys?? (chegou rápido, hein?)

E tudo que é bom dura pouco… foram 10 semanas acompanhando esses personagens tão queridos e agora vamos sofrer com um ano de hiato… que passe rápido.

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