AAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!!

O que foi esse episódio!?! Meu coração ainda está na boca. Já sabemos que os episódios nove são bombásticos, até melhores que os finais. Mas esse foi de arrancar os cabelos, perder a respiração, bater e apertar em quem estava do seu lado. E o mais incrível, um episódio repleto de mulheres fortes, decididas e definidoras de ações.

Já me pegou de surpresa começar em Meereen. Achei que seria um episódio exclusivamente do norte, da batalha dos bastardos, mas começa com uma cena linda da câmera acompanhando uma bola de piche sendo atirada na cidade conquistada. Mostrando porque esse foi o episódio mais caro de toda a série.

Na cena seguinte, vemos Danny encarando o culposo anão que tenta se justificar, dizendo que os mestres só estão atacando porque temem a cidade livre. A Mãe dos Dragões mostra uma postura soberba, não antes vista na série, e diz que o plano é matar todo mundo! Tyrion a relembra do seu pai louco e sugere um plano B menos agressivo.

O quarteto fantástico – Danny, Tyrion, Missandei e Verme Cinzento – se encontram com os mestres para discutir os termos de rendição. Esses, inocentes e arrogantes, acham que os termos são para rendição da Não Queimada: “sabemos que é difícil entender que seu reinado acabou”. Ao que ela replica que, estavam ali para discutir os termos da rendição deles! Incrédulos, os mestres riem. Até que surge no céu o gigantesco Drogon. E a Rainha, mais poderosa do que nunca, diz: “meu reinado só começou”.

Ela parte montada em Drogon ao mesmo tempo em que os outros dois dragões, que já tinham sido desacorrentados por Tyrion no episódio 2, quebram as paredes e saem da masmorra. E os três dragões atacam os navios dos escravistas, naquela que talvez seja uma das cenas mais esperadas desde o começo da série: Dracarys! Em terra, os Filhos da Harpia atacam alguns cidadãos, mas são interrompidos pelo khalasar liderado por Daario, que chega cortando cabeças.

Verme Cinzento joga a real para a escolta dos mestres, que, obviamente, foge. Tyrion comunica que a quebra do pacto é imperdoável e um deles deve morrer. Dois covardemente elegem o mais fraco para morte, mas são eles que têm a garganta cortada pelo punhal do Imaculado. O terceiro é deixado vivo e enviado com uma mensagem para qualquer um que queira se opor a Rainha.

Mais tarde, quando a ação volta para Meereen, vemos Tyrion e Daenerys em uma reunião com Theon e Yara. Os Greyjoys chegaram (atrasados para a batalha, pelo jeito. Muita gente esperava que os navios dos Homens de Ferro fossem ajudar Daenerys a salvar a cidade da frota dos escravistas) e estão lá para oferecer seu apoio e sua tropa na conquista dos sete reinos.

Enquanto Tyrion dá uma boa humilhada no Theon, Yara e Danny se entendem muito bem, já são melhores amigas (com benefícios?). Ambas sofreram com péssimos pais, que foram mortos por usurpadores e tem seus direitos aos tronos negados. Nada mais justo do que se ajudarem.

Tyrion pergunta sobre o resto da frota e os irmãos contam que seu tio Euron usurpou o trono, está construindo navios e pretende tomar a rainha como esposa. Danny promete ajudar na reconquista do Trono de Sal, desde que deixem seu modo de vida pirata para trás. O objetivo é criar um mundo melhor do que o que foi deixado por seus pais. Relutantemente, Yara concorda com os termos postos pela Mãe dos Dragões. Resta saber se manterá a promessa depois que for colocada de volta no trono das Ilhas de Ferro.

Saindo do deserto e indo para as terras geladas, nos deparamos com a negociação pré-guerra entre os bastardos. Ramsey tenta convencer Jon a se render, devolver sua esposa e evitar um massacre, já que seu exercito é infinitamente maior e mais capaz. Jon concorda que não havia a necessidade de um banho de sangue, e propõe que eles resolvam a questão em um duelo entre os dois. Ramsey, como um típico valentão covarde, debocha da tentativa de Jon e ainda ameaça a vida de Rickon. Sansa o confronta (e ele gosta disso) e ele mostra a cabeça do lobo como prova de quem mantem o herdeiro de Winterfell em seu poder. Ela afirma que ele irá morrer e parte. Ele desdenha e diz que serão todos dados de comer às suas cadelas, que já estão ansiosas por estarem a uma semana sem serem alimentadas.

No acampamento dos Stark, Jon confabula com seu conselho de guerra sem grandes esperanças. Depois do fim da reunião com os seus comandantes (Davos e Tormund), Sansa se levanta revoltada por não ter sido consultada em nenhum momento por Jon. Ela, melhor do que ninguém, conhece os jogos e o sadismo de Ramsay. Diz para Jon se cuidar e não cair na armadilha que o Cachorro Louco estava armando para o dia seguinte. Diz ainda para esquecerem do Rickon, porque ele era a maior ameaça aos planos de Ramsay e não ia durar muito. Jon diz que já enfrentou coisas muito piores para lá da muralha. Ela argumenta mais uma vez, como fez no episódio anterior, que não deveriam ter avançado com um exército pequeno… E Jon responde, também como no episódio anterior: “mas é o exército que temos”.

Davos e Tormund finalmente entendem que é melhor lutar por Jon do que por reis, e trocam ideia sobre bebidas e fezes pré-guerra. Na sua caminhada Davos encontra a fogueira e o veado que deu de presente para Shireen e entende o ocorrido. Teremos novas tretas entre ele e a feiticeira vermelha para o último episódio da temporada (como foi mostrado nas “cenas dos próximos capítulos”).

Falando nela, Jon vai pedir conselhos e ela diz sabiamente “não perca”. Ele pede para que ela não o reviver, mas Melisandre afirma que quem opera é o Deus da Luz, ela é só seu instrumento. Se for para o Jon voltar mais uma vez, ele voltará. Não é o deus que você quer, mas o deus que você precisa.

Na manhã seguinte, os dois exércitos se perfilham no campo de batalha. Ramsay trás Rickon amarrado pelas mãos e a audiência (lá e em casa) se prepara para mais uma sessão de sadismo de Lord Bolton. Ele puxa o punhal e todo mundo prende a respiração… ele solta o “pequeno” Stark. E o convida a jogar um jogo: “corra até seu irmão e estará livre”. O garoto até corre, mas em linha reta. Ramsay pega o arco e Jon, quando percebe o que Ramsay está prestes a fazer, tenta alcançar Rickon a cavalo. Ramsay erra as primeiras flechas de propósito, mas nós já vimos na série que ele é um exímio caçador. Quando Jon e Rickon já estão próximos, ele resolve atirar para acertar. Menos um Stark na lista. Pelas minhas contas, agora o Lorde é o Bran… ou seja… contemos com o bastardo.

Ignorando o alerta de Sansa, Jon cai no jogo de Ramsay e enlouquece partindo para o ataque. Começa a batalha. Não uma simples batalha, mas uma das batalhas mais cenograficamente lindas que já vi. Foi tensa, suja, real a ponto de incomodar, a ponto da gente se sentir no meio da pilha de corpos.

Por mais ferozes que fossem os homens comandados por Jon, o exército Bolton parecia infinito. Mesmo com um gigante, são cercados pela parede de escudos (digna de Cornwell) dos lanceiros liderados pelo maldito Umber, que passo a passo vai reduzindo o espaço.

No momento mais claustrofóbico da batalha, os selvagens acham uma brecha para escapar da parede de escudos passando por cima da pilha de corpos que estava localizada atrás deles. Por cima da pilha de corpos e de Jon Snow, que quase morre sufocado e pisoteado. Nós também sentimos a falta de ar e vemos as botas passando por cima de nós. Parece que estamos em um bloco de carnaval no Rio de Janeiro. A cena parece durar para sempre. Ao mesmo tempo vemos Tormund e Umber em uma briga de touros dando cabeçada um no outro, até que Tormund arranca um naco do pescoço do nortenho.

Entendedores entenderão

Quando consegue erguer a cabeça para respirar, Jon ouve ao fundo um berrante. E quando achávamos que tudo estava perdido e que o maldito do Ramsay sairia vitorioso, surge ao longe o exército Arryn comandado por Gandalf… ops, Mindinho. A cavalaria do Vale chega arrebentando a parede de escudos e virando a vitória para o lado de Jon e Sansa. Ao ver a chagada do novo exército, Ramsay percebe que “deu ruim” e foge covardemente para Winterfell. Mas mal consegue falar CERCO, quando WunWun arrebenta o portão da cidade. O gigante atravessa os muros de Winterfell cravado de flechas e não resiste ao ataque. Ramsay, dá o tiro de misericórdia. Fim dos gigantes desse mundo.

Ramsey e seu arco e fecha, encurralado, começa a achar uma boa ideia a proposta feita por Jon no dia anterior. Aceita o duelo 1×1, achando que conseguiria vencê-lo à flechadas. Mas, se Jon sabe de alguma coisa, é se defender. Ele avança se defendendo de três flechas com um escudo que pega no chão, e antes da quarta ser lançada, dá com o escudo no peito do Bolton, que cai. Jon usa as próprias mãos para acabar com o sorriso irônico da cara do covarde, só para ao ver Sansa com cara de “Deixe um pouquinho para mim”.

Cai a bandeira do homem esfolado. Finalmente os Stark estão em casa…

Corte para a última cena. Ramsey está preso no seu local favorito, os canis. Sansa diz que ele e tudo que vem dele irá desaparecer. Ele acha que suas garotas não irão traí-lo, mas Sansa afirma que a fome fala mais alto, e finalmente vemos o Cachorro Louco tendo o merecido fim e as garotas, sua mais importante refeição: Ramsay sachê, sabor carne. Alívio no rosto da Sansa e dos telespectadores.

Uma coisa me deixou intrigada, em dois momentos dessa temporada tivemos indícios de que a Sansa pode estar grávida. Hoje, com a fala do Ramsey “não pode me matar, sou parte de você agora” e na conversa da Sansa com o Mindinho no episódio cinco “ainda sinto no meu corpo o que ele fez”. Espero sinceramente que seja uma suposição, não queria mais sofrimento para Sansa. Mas se não for, e ela estiver realmente grávida, que tome muito chá de lua!


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