Reta final de Game of Thrones. Já comecei a sofrer de saudades.

Nesse episódio, mesmo não tendo grandes cenas de pular da cadeira, vimos o fechamento de alguns arcos para a temporada e indícios de bons momentos para a próxima temporada.

Retomando de onde acabou o episódio passado, vemos a cena dos mercenários (que não eram da Irmandade sem Bandeiras) fazendo gracinhas uns com os outros. Ao fundo, vai crescendo uma silhueta canina portando um machado. Clegane chega e não dá tempo nem de pensar, corta um por um dos mercenários. Agora sim, temos a volta do Cão!

Mais tarde no episódio, o Cão reencontra seu velhos “migos” da Irmandade prontos para enforcar o restante dos mercenários. Sandor intervém e pede para dar uma matadinha também. Rolam um “zerinho ou um” para ver quem mata quem e o Cão ainda reclama que não pode cortar nem uma mãozinha… pelo menos consegue um loot de uma bota.

Os membros da irmandade tentam convencer o Cão a ficar, ele faz doce e faz xixi. Mais um pinto! Dessa vez canino. E Game of Trones está assim, um dia peitos, um dia pinto… e vamos que vamos.  

Com isso, esvaíram-se todas as esperanças do aparecimento da Senhora Coração de Pedra. Seria legal, mas não fundamental. Eu já fiquei feliz de rever o Beric Dondarrion (enfim alguém com tapa olho!) e o Thoros de Myr.

Lá em Meereen, os planos de Tyrion parecem funcionar, a cidade volta a prosperar e as sacerdotisas estão espalhando a palavra da Mãe dos Dragões.

Tyrion se despede de Varys que está indo para Westeros tentar encontrar aliados. E o anão continua tentando se enturmar com a galerinha da Baia dos Escravos. Como não sabe beber sozinho, quase obriga Misandei e o Verme a beberem com ele. Altinhos com o “Tinto da Árvore” começam um festival de piadas dignas da Praça é Nossa – #Tyrionmudou

No meio das piadocas, ouvem-se alarmes. É a frota dos mestres de escravos chegando para atacar a cidade. Rola um conflitinho entre o Verme e Tyrion, e antes que decidissem como salvar a cidade, a Rainha Diva chega montada em seu dragão. Com relação ao arco da Daenerys, é só o que tem pra hoje.

O fanatismo continua solto por Porto Real. Agora os membros da Fé Militante estão liberados de entrar na Fortaleza Vermelha. E o fazem para coagir a Rainha Estúpida a voltar ao Septo. Cersei, protegida pelo Qyburn e o Montanha, diz que não vai, se o Pardal quiser que venha ele. A gangue dos fanáticos reage, dizem que haverá violência e ela, então, fala a frase mais esperada da temporada: “Eu escolho a violência”. É a senha para o Montanha entrar em ação. Especialista em esmagar cabeças, ele arranca com as mãos a cabeça do filhote de pardal mais corajoso, que tentou atacá-lo.

Mas nem tudo são flores para Cersei. Além de não ter sido informada sobre o comunicado real, é obrigada a sentar com a ralé nas galerias, perdeu seu posto. Não bastando isso e os olhares reprovadores dos súditos, ainda descobre que o Rei Filhote não para de fazer merdinha. A mais nova dele é acabar com os julgamentos por combate. OU SEJE: condenou a própria mãe. E, provavelmente, também o cunhado. O que será que Margaery vai achar disso. Essa Rainha, aliás, não deu o ar da graça nesse episódio.

Cersei troca confidências com Qyburn e não se dá por vencida.

Duas suposições me pegaram depois de assistir esse núcleo. Primeiro, sem julgamento por combate, não teremos (por enquanto) o Cleganebowl. E, as visões do Bran da cidade explodindo em fogo vivo podem ser do futuro, da Cersei usando o estoque escondido pelo Rei Louco para se safar do julgamento, e quiçá, matar o próprio filho. O que não veremos nessa temporada, acho.

Brienne e Podrick chegam a Correrrio e se deparam com o cerco Lannister. Brienne pede para que os guardas a “levem-me ao seu líder” e passa horas de papo com Jaime. Aliás, como teve bate papo nesse núcleo! Sei de gente que até dormiu!

Do lado de fora da barraca, Bronn e Pod ficam de gracinhas e Bronn só pensa “naquilo” com a Brienne. Enquanto lá dentro, Brienne diz a Jaime a que veio e pede livre passagem para ela e Peixe Negro. Diz que conseguiu cumprir o juramento feito à Senhora Stark e tenta devolver a espada. Jaime diz que a espada sempre foi dela – momento climão 1. Mesmo assim ela diz que se preciso for irá lutar com ele.

Apesar de tudo, o turrão do Peixe Negro não vai deixar sua casa, nem por sua sobrinha. Também pudera, mal conhece a menina, não existe nenhuma afinidade ali.

Ao mesmo tempo, em outra barraca, Edmure tenta peitar Jaime, mas acaba piorando sua situação. Jaime ameaça sua vida, a de sua família e de seu filho, que mal conhece, mas já considera pacas! Fala de amor de mãe, amor de irmãos e volta com a velha frase da primeira temporada – As coisas que fazemos por amor. E ele fará qualquer coisa para voltar para Cersei.

Edmure cede, vai até o castelo e exige que desçam a ponte. Mesmo sob os protestos do Peixe Negro, os guardas obedecem seu Lorde de direito. Ele entra e traz os Lannisters e Frey com ele…  Peixe Negro morre defendendo o castelo (devia ter ido com a Brienne meu filho!). Mas antes consegue liberar a Senhora de Tarth e seu escudeiro. Jaime vê o barquinho ao longe e eles trocam um aceno – momento climão 2.

Sabe quem não curtiu, o Tormund!

Não gosto de comparar os livros com a série, consigo entender bem que são duas obras independentes, principalmente agora que os produtores estão completamente livres para criar. Mas não tem como não comparar a trajetória do Jaime do livro e da série. Esse Jaime da série, completamente obcecado pela Cersei, quase um capachinho, me incomoda muito. O pouquinho de crescimento do personagem que vimos na terceira temporada foi completamente abandonado… será que a Brienne conseguirá salvá-lo? E será que a visão do Bran, dele sentado no trono quer dizer algo a respeito da Cersei ou do Tommen? A profecia da Maggy irá se concretizar? Talvez na sétima temporada…

De volta ao teatro mais famoso de Essos, voltamos a ver Lady Crane atuando lindamente como Cersei, e dessa vez, seguindo os conselhos da Mercy, altera para melhor sua fala. No camarim é novamente interrompida de beber seu rum. Encontra a garota esfaqueada e a ajuda costurando seus ferimentos. Além disso, dá para a menina uma sopa “levanta defunto” que faz milagres na sua recuperação. AHRÁ! E não é que eu acertei, nada de teorias malucas, Arya estava realmente dando mole na pontinha (por mais que esse comportamento não faça muito sentido), foi esfaqueada e salva pela Lady Crane.

Foi bem interessante ouvir sobre o passado da atriz e uma pontinha de esperança surgiu no meu coração de ver Arya partir com a trupe! A atriz conta que tem experiências com ferimentos por ter costurado muitos dos seus homens que ela mesma rasgou. Conta também que acabou com a cara de Bianca, a Sansa invejosa. Mas como tudo que é bom dura pouco, e menos ainda em GoT, na cena seguinte damos de cara com o cadáver da atriz e a Criança Abandonada volta a perseguir a Arya.

A cena de perseguição leva horas. Arya milagrosamente recuperada pela sopa sai correndo como se tivesse visto o capeta em pessoa. A Criança correndo mais que o Tom Cruise e o T1000 juntos e ainda incorporada com espírito Assassin’s Creed, consegue encurralar Arya. Mas essa estava com sua fiel agulha e aproveita seu treinamento Demolidor para finalizar (AINDA BEM!) a Criança Chata.

Na cena seguinte vemos Jaqen H’ghar intrigado com o sangue espalhado pela casa do Preto e do Branco. Ele segue a trilha e chega à estante de rostos e como esperado e desejado, está lá o rosto da Criança. Ele se vira e vê a Arya. Um sorriso de orgulho passa pelo rosto do homem. Mas a menina o confronta e pergunta se ele mandou que ela fosse morta. Ele confirma e completa: “agora sim a menina é ninguém”. Fantasticamente Arya responde: “não, meu nome é Arya Stark de Winterfell e eu estou voltando para casa!!!”

E esse final valeu pela morosidade do episódio. Que venham o oito e nove!! Ou não, para não acabar rápido.

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