Passamos da metade da temporada. Estamos mais perto do fim que do começo. Nessa temporada está ainda mais doído, porque tem sido a melhor.

Esse episódio foi mais parado que os anteriores, mas era de se esperar. Não daria para manter a ação tão lá para cima por 10 episódios. Isso não quer dizer que tenha sido um episódio ruim. Não mesmo. Foi um episódio de conexão, que irá indicar os acontecimentos do final da temporada.

Esse foi o primeiro episódio que não começou na muralha, mas sim para lá dela. Começou exatamente onde acabou o quinto, com Bran numa baita bad trip sendo carregado nas costas pela Meera. Na viagem, ele vê acontecimentos do passado, do presente, do futuro e até mesmo realidades alternativas. O que mais me amedronta são as visões em que o Rei Louco aparece. Eu realmente não quero que o Bran – agora Corvo – consiga alterar o passado e seja o responsável por toda história das Crônicas de Gelo e Fogo.

Bran acorda com a chegada das criaturas e quando ele e Meera são praticamente capturados, surge um novo personagem. No livro conhecemos um personagem chamado de mãos frias que cumpre o papel de levar o Bran até o Corvo, e muito se especulou que esse personagem seria o próprio Benjen Stark, mas nunca foi confirmado. Assim como outros personagens que foram suspense no livro e entregues de cara na série, o mesmo aconteceu aqui: Mãos Frias é o Tio Benjen!

A próxima cena é a da chegada de Sam e Gilly em Monte Chifre, terra dos Tarly. Lá são super bem recebidos pela mãe e irmã do Sam. Vestem a Gilly e a tratam como uma igual. Posteriormente, passamos para o jantar mais sem graça dos Sete Reinos, com um pai babaca e um irmão que se acha.

Lorde Randyl Tarly humilha o filho e acaba descobrindo que ele voltou para casa com uma selvagem! Mesmo sendo defendido por Gilly, que afirma que Sam é um guerreiro que já matou lideres de selvagens e caminhantes brancos, é colocado para fora. Lord Tarly diz que, em consideração à mãe de Sam, fará o favor de dar um trabalho para a selvagem na cozinha e criar o pequeno Sam. Mas que ele deveria ir embora no dia seguinte.

Sam engole o choro na mesa. Depois o vemos se despedindo de Gilly e do bebê no quarto. Mas, muda de ideia. Ele não consegue ficar longe de sua recém-formada família e acaba fugindo com todo mundo. E, o mais importante, leva a espada da família – Veneno do Coração, de aço valiriano. Então, possivelmente veremos novamente Sam matando caminhantes brancos. Tomara!

Em Porto Real o Alto Papagaio continua a ladainha na cabeça do Reizinho Leite com Pera Lannister. Dessa vez é sobre sua esposa. O Pardal diz que a senhora Margaery é muito boa, gente do povo e gente dos deuses, e permite que se vejam. Mas, em compensação, as coisas ainda não estão boas para seu cunhado Loras.

Jaime e o exército Tyrell seguem para evitar a humilhação da rainha, mas são surpreendidos com Margaery, agora humildona, que não precisou cortar seus lindos cabelos para fazer sua penitência… Ué, que penitência?!? A Rainha foi perdoada, pois trouxe a coroa (Tommem) para a fé.

Se não bastasse isso, o Rei dos Ândalos, dos Primeiros Homens e dos Toddynhos ainda dá uma punição para o tio/pai e o manda lá para as terras fluviais. Jaime fica puto, mas Cersei o acalma dizendo que estarão sempre juntos e cada vez mais fortes. Ele se preocupa com o julgamento da Rainha Mãe, mas ela logo fala: “relaxa bem, tenho o Montanha”. Corta com beijão.

E falando nas terras fluviais, os melhores anfitriões dos sete reinos, os Frey, não conseguem recuperar Correrrio e nem capturar o Peixe Negro. Aí Walder Frey tem a brilhante ideia de usar Edmure Tully como isca para o Peixe Negro. Sabemos o que vai acontecer, não é?! O cerco a Correrio, que vai contar com a participação de Jaime Lannister, acontece com uma temporada de atraso com relação aos livros.

Aqui podemos traçar um paralelo com os livros, a grande diferença é que Jaime e Cersei estão brigados, nem se falam. Outra especulação interessante, visto que Jaime e Brienne estão indo para as terras fluviais, seria não só o reencontro dos dois, mas também o aparecimento da Senhora Coração de Pedra! Ainda mais corroborado com os Frey mencionando a Irmandade Sem Bandeira.

Em Bravos, continua o teatrinho baba-ovo dos Lannister, e podemos ver a Garota se divertindo com a morte fictícia do Rei Joffrey. Lembram dele? Aquele sádico que não deixou nenhuma saudade. Ela aproveita os agradecimentos da trupe para cumprir a tarefa solicitada. Lá ela é reconhecida por Lady Crane, o que é um baita furo para quem quer se passar por ninguém! A atriz ainda reconhece nela a vontade de se passar pelos outros…

Com isso, a Garota não consegue cumprir sua tarefa e alerta à atriz sobre a traição. Nesse momento deixa de ser ninguém e volta a ser Arya Stark, busca a Agulha e se prepara para enfrentar as consequências. Eu já esperava por isso. Não conseguia ver a Arya desapegada e nem longe da grande batalha que está por vir em Westeros.

Corta para o mar Dothraki e vemos a Khaleesi e Daario planejando as novas ações para o futuro. Pela primeira vez a Mãe dos dragões afirma que quer voltar e dominar Westeros. Pergunta quantos navios serão necessários e quem os tem.

Ao longe ela vê uma poeirinha suspeita e fala: “espera aí que já volto”!

E volta mesmo, mas não sozinha, vem montada no Drogon. Para que cavalos se temos dragões, não é mesmo!? Manda um discurso motivacional, chama todo mundo de irmão e parte para Meereen.

Quem aí sentiu falta da Muralha? Do Jon, da Sansa… Eu senti muita!! Quero ver essa retomada do norte. Quero ver também os outros irmãos Stark se encontrando… mesmo achando que o Rickon não se salva. E de Pyke e Dorne alguém sentiu? Não, né?

Resumo até agora: Bran fez merdinha, Tommem fez merdinha, Arya fez merdinha. Esses adolescentes de Game of Thrones estão de parabéns!

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