E nessa deliciosa noite fria de domingo sou presenteada com mais um episódio incrível de Game of Thrones. O melhor até agora? Também não é difícil sendo o segundo! Teve dragão, teve lobo, teve gigante, teve zumbi e teve o salvador.

            Fácil mesmo foi perceber que a HBO está entregando o que os fãs estão pedindo, e com mais fãs, deu para sentir uma considerável melhora nos efeitos. Principalmente nas crianças da floresta e nos dragões. Não acham?

             O episódio começa para lá da Muralha, com o retorno do Bran, agora um galalau, no seu treinamento de vidente verde. Para quem não leu os livros pode ter sido confuso o Bran assistir um flashback da sua família, mas nos livros isso é explicado pelo corvo de três olhos. Com a visão verde ele pode ver passado, presente e futuro (e traz a pessoa amada em 3 dias?). Nesse flashback vimos os jovens Starks – Ned, Lyanna e Ben – e o Willis, mais conhecido como Hodor, ainda construindo frases. As perguntas que surgem são, o que poderá ter levado a perda das suas capacidades? E qual a real importância desse flashback? Será um prelúdio da Torre da Alegria?

            Meera também volta a aparecer, entediada, mas logo é sacudida pela criança da floresta que a faz pensar em seu papel ao lado do Bran na guerra que está por vir.

            Em Porto Real, a zoeira com a Cersei corre solta entre os aldeões que assistiram à sua penitência. Um deles se gaba que seus dotes físicos, que seriam inclusive superiores aos de Jaime, teriam encantado a Rainha Má. Infelizmente, ele não terá mais ocasião de usá-los, porque o novo vingador da honra da rainha, Sor Robert Forte, mais conhecido como O Montanha Zumbi, já começa a limpeza.

            Cersei está presa, para sua própria segurança, na Fortaleza Vermelha, e é impedida pelo reizinho criado a leite com pera e ovo maltino de ir ao velório da filha. Ao tentar sair, rola um momento de tensão entre os guardas mandados para vigiá-la e o seu guarda-costas. Os guardas tentaram manter a pose de machões, mas deu pra perceber que naquele momento ali não passava nem sinal de wi-fi.

            Enquanto isso, lá no Septo, Tommen e Jaime conversam, e o tio/pai convence o sobrinho/filho/rei a pedir desculpas para a mãe. O que ele faz imediatamente. Resumo da ópera: Cersei finalmente consegue o que tanto queria e tem seu filho sob seu domínio. Será que a Margaery ainda terá lugar nesse reino?

            De volta ao Septo, sai o reizinho e entra o alto pardal, que fica tirando onda de Mahatma Gandhi / Jesus Cristo, diante das ameaças do comandante da Guarda Real. Mas, cercado de um bando de capanga armados de porretes até eu mando aquele discursinho de “pode me matar porque também sou pecador e blá blá blá…”.

            Do outro lado do Mar Estreito, Tyrion resolve mostrar a que veio e com seu carisma acima de 100, encanta os dragões que estavam presos. E como eles estão lindos! Gostei muito desse viés de dragões inteligentes. Seria sonhar muito vê-lo domando um deles? Ou mais ainda, ver os três dragões juntos indo resgatar a mamãe de Vaes Dothrak? Esperemos.

            “A garota” continua cega e apanhando, mas parece que o treinamento para Demolidor está funcionando, porque ela já consegue se passar por ninguém. O que faz com que ela consiga de volta um teto. Pelo menos, daqui pra frente, ela não vai mais passar vergonha apanhando em público. O núcleo da Arya é o que ainda está mais próximo e fiel aos livros, vamos ver até onde isso continuará. Eu, sinceramente, já espero novidades para os próximos episódios dela.

            De volta a Westeros e ao Norte, o Ramsey “Cachorro Louco” Bolton, ao perceber que iria perder seu posto de herdeiro, passa o rodo: mata o pai, a madrasta e o irmão recém-nascido. Sem nunca deixar de pensar nas suas queridas “garotas”, as cadelas melhor alimentadas dos 7 reinos. Acredito que esse foi o lance mais inesperado desse episódio.

            Corta para conversa em volta da fogueira: Sansa descobre pela Brienne que Arya está viva e continuam a jornada para muralha (mal sabem elas o que irão encontrar…).

            Theon resolve voltar para casa, e mal sabe ele o que irá encontrar…

            Lá na casa dele, nas Ilhas de Ferro, temos o retorno dos Greyjoy, com toda água salgada possível e o que está morto não pode morrer, mas morre. Um dos irmãos de Balon – provavelmente Euron, sem tapa-olho – o derruba da ponte para o mar. Nos livros essa passagem também ocorre, mas já deu para perceber que as consequências serão apresentadas diferentemente na série.

            Na muralha, os patrulheiros traíras armados até os dentes pressionam Sor Davos a liberar o quarto e o corpo do Jon, e fazer seu check-out da Muralha direto para o outro mundo. Mas são interrompidos pela chegada dos selvagens com a participação de explodir cabeças, e corpos, do Wun Wun. Subitamente, todos perdem a vontade de lutar.

            Ainda, no quem tem sido o melhor núcleo da série até agora, finalmente Melisandre sente frio. O fogo está se apagando. Ela está chorosa e abalada, perdeu totalmente sua fé. Mas Sor Davos ainda acredita no poder da sacerdotisa e pede para que ela tente reanimar Jon Snow. Durante o ritual, rola um paralelo bem interessante de Maria Madalena limpando Jesus, o feitiço é feito, mas nada acontece. Todo mundo fica decepcionado e desiste de esperar, saem do quarto pensando em pedir o dinheiro do ingresso de volta, até que… Pa-ram!!! Obviamente, Jon volta dos mortos.

            Isso ia acontecer? Claro que sim! Eu queria? CLARO! Quem não queria. Mas, já? Isso me deu um pouco de medo. Estava esperando essa volta lá pelo quinto ou sexto episódio. Me deu uma sensação de que repetiremos o marasmo no meio da temporada como ocorrido na quinta… Não, né? Por favor, HBO!

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