Full House foi uma das séries que a TV aberta jogou em nossas vidas e só temos motivos a agradecer. Chegou de mansinho, bateu na porta e entrou. Logo a família Tanner virou nossa família também, e a trama inspirada em “3 Solteirões é um bebê” se repetia, mas de um jeito tão engraçadinho e completo que deixamos passar.

Amigo antigo não se esquece, portanto fãs do mundo inteiro sonhavam em ver a família reunida mais uma vez, e 20 anos depois, Netflix, a fada madrinha dos fãs fez sua magia acontecer e trouxe Fuller House. A trama revisita a família, que agora sofre uma previsível troca de papéis, onde D.J Tanner é a mãe de 3 crianças, cujo marido faleceu recentemente, e precisa da ajuda da família para cuidar de seus filhos.

No papel antes pertencente aos tios, entram Stephanie e a agregada Kimmy Gibbler (substituta da queridinha Michelle), na tarefa de anjos da guarda de D.J e seus filhos.

Os tão esperados Danny, o pai, Tio Jesse e Tio Joey, agora moram em Los Angeles e Las Vegas, e seus papéis se resumem a meras aparições, o que de fato é bom, pois indica que a nostalgia está presente, mas que novos ares serão explorados. Novos personagens, como os filhos de D.J são introduzidos para cumprir a cota da criança fofa (antes pertencente às gêmeas Olsen, que davam vida à Michelle) que é a marca registrada da série, e desempenham de forma geral um bom papel, demonstrando carisma.

Muitos abraços em família, muito sentimentalismo, algumas emoções forçadas e outras espontâneas, piadas contemporâneas, como por exemplo a incrível referência à Donald Trump e as infinitas indiretas as gêmeas Olsen marcam o retorno da série.

Fuller House nada mais é que uma continuação de Full House. A Netflix fez um serviço quase exclusivo para os fãs, o que não é um problema, vez que o “on demand” dá a liberdade de assistir ou não ao seu conteúdo. A sensação que Fuller House traz, com o passar dos episódios é de um grande fanservice. Uma grande reunião com aparições dos personagens favoritos, com enorme saudosismo e um formato anos 90 demais.

A série, no entanto, não deixa a desejar. Para os fãs, é exatamente o esperado. Trás uma sensação de voltar pra casa, para a família que tão bem conhecemos, afinal todo lugar que olhar, todo lugar que for, tem um coração, uma mão para se segurar. E surpreendentemente, essa mão é Fuller House.

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