Para falarmos de 007 Contra Spectre, primeiro é necessário estar a par (ou quase isso) sobre os últimos três filmes da franquia com Daniel Craig no papel do agente britânico mais famoso da história. Então, veja nosso Recapitulando sobre a franquia:

Agora podemos falar sério. 007 Contra Spectre veio para fechar (em tese) o arco de Daniel Craig na pele de James Bond, e como dito no vídeo acima, a trilogia que precede esse longa serviu para construir o personagem que tanto apreciamos nos anos 60. Craig não é mais o agente impulsivo, cabeça-quente e desesperado de antes. Craig é o clássico Bond com martínis, compostura e estilo. E esse é o principal acerto do filme.

007 Contra Spectre é uma grande homenagem aos fãs de longa data da franquia. Isso já era sabido desde o momento que o título original (SPECTRE) foi revelado, afinal que fã de 007 não conhece a organização que tanto atrapalhou a vida de Sean Connery? Além da organização temos Oberhauser e sua “transformação” final, um capanga com unhas de aço, carros com mil e um gadgets, M, Moneypenny e mais uma miríade de referências e homenagens que corroboram com o que disse desde o começo. Esse é o clássico 007.

Porém apesar de ter nítidas homenagens a suas origens, 007 Contra Spectre não esquece os novos fãs, que obviamente não vão pescar nenhum desses detalhes. Para a nova geração, o filme relembra todos os vilões e amigos com quem Bond teve contato nos três últimos filmes (Sr. White, Le Chiffre, Vesper, Greene, Silva, M, etc.). Isso não só durante o desenrolar da história que tenta amarrar tudo, como também na linda e maravilhosa animação no começo do filme.

Agora vejam bem, eu usei a palavra “tenta” na frase anterior. Afinal, nós aceitamos que tudo em todos os filmes está entrelaçado simplesmente porque é melhor para nós. Já que Quantum of Solace é uma bagunça e Skyfall, apesar de excepcional, havia esquecido da história que vinha tentando ser construída. Ainda assim, de tanto tentar e com um pouco de suspensão de descrença, tudo funciona. Ou talvez só funcione porque eu quero que funcione.

Okay. Tudo lindo e maravilhoso. Fãs clássicos e atuais lembrados e respeitados. O filme é um mar de rosas então? Quase. Ao tentar se aproximar demais dos clássicos, SPECTRE talvez tenha escorregado, pois quando Bond se encontra o grande vilão do filme, temos um clichê da franquia. Um que já foi muito satirizado ao longo dos anos. O vilão acolhe o herói, conta seu plano maligno e tenta matá-lo vagarosamente. Tudo isso só para o herói ter tempo de fugir. Eu gostei dessa cena? Sim, adorei, mas isso meio que deu uma quebrada no ritmo e a galera que foi ao cinema pela ação, pelo menos na minha sessão, estava perdendo a paciência já.  Sim, é um filme de James Bond e isso é padrão da franquia, mas não foi nos  últimos filmes, então nem todos estavam preparados.

Colocando essas ressalvas de lado, o resto do filme me ganhou com a força de mil sóis. O Dia dos Mortos é maravilhoso, as lutas com o “Unhas de Ferro” são ótimas e Léa Seydoux entrou para o hall das “mulheres mais cativantes que já vi no cinema”. Eu não gostei muito da música tema, mas visto que Sam Smith e seu estilo fazem muito sucesso no momento, acredito ter sido uma decisão mais do que acertada. Ainda assim, espero meu tão sonhado tema de James Bond em Jazz cantado pela Lady Gaga. E obrigado.

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