Depois de fazer um sucesso absurdo com Guardiões da Galáxia, agora é a vez da Marvel trazer outros personagens desconhecidos pelo grande publico para as salas de cinema. Concluindo a Fase 2 de filmes, Homem-Formiga chega com sua história de origem com muito humor, ação, mas alguns defeitos.

Tenho que começar falando que gostei muito do filme. Principalmente o jeito que deram pra amarrar a história do herói já ser Scott Lang no primeiro filme, já que nos quadrinhos isso demora pra acontecer e o Hank Pym troca de nome toda hora. Os efeitos especiais e as cenas que Scott diminui de tamanho ficaram visualmente incríveis. Eu assistiria mais duas horas das aventuras dele passeando por ai em sua forma transformada. E isso é ótimo pra um filme de origem. É a mesma sensação que tivemos pelo menos eu com Homem de Ferro, depois que vemos a armadura de Tony funcionando, queremos ver mais cenas dele voando e por assim vai.

É gratificante ter um ator como Paul Rudd como herói. O cara é carismático e combina perfeitamente com o papel, por ser um cara normal no meio de uma loucura com um velhote que fala com formigas e um traje que diminui de tamanho. A vontade de ver ele contracenando com os outros atores que fazem parte desse grande Universo Marvel Cinematográfico só se afirmou mais depois de ver esse filme. Vai ser lindo.

Michael Douglas como Hank Pym também não decepcionou. O papel de um pai traumatizado tentando esconder sua invenção que acabou destruindo parte de sua família funciona bem nas cenas dramáticas com Hope Van Dyne (Evangeline Lilly) e dá mais profundidade pro personagem. Mas problema do filme é o vilão.

Corey Stoll (Darren Cross), o Jaqueta Amarela. O típico vilão que está ali simplesmente para ser o antagonista do filme. Suas motivações foram um tanto mal elaboradas por ter um passado com Hank, que é apenas mencionado pelos personagens. Sua loucura repentina é muito mal explicada por uma linha de diálogo onde falam que ele está sendo “afetado pelas experiências que anda fazendo”. Sendo que nenhuma dessas experiências teve Corey como alvo/cobaia. Se a motivação de sua “rebeldia” era a relação entre pai e filho que está intrínseca no filme, deveriam ter dado mais destaque ao passado dos dois, mostrando a relação de Hank, Corey e até Hope. O filme já começa com um flashback, poderiam ter incluído ali mesmo alguma coisa do gênero.

Fora isso, não tem do que reclamar. As piadas são boas, a trama é bem construída e os efeitos são fantásticos. Novamente é a Marvel fazendo que o ela faz de melhor, sem “desgastar” a tal formula mágica de adaptações de quadrinhos. Eu só gostaria de ter visto mais cenas do herói descobrindo mais daquele universo microscópico com suas amigas formigas SAUDADES ANTHONY. Mas acho que isso fica pra um segundo filme…

Menção Honrosa: Luis (Michael Peña), QUE PERSONAGEM MARAVILHOSO!

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