Com a primeira temporada sendo uma das melhores coisas produzidas para TV nos últimos tempos (considero melhor que Breaking Bad) chega até nós a segunda temporada de True Detective com outros personagens, outra ambientação e outra investigação. Tudo num clima bem mais urbano e menos místico.

No primeiro episódio é feita a apresentação dos personagens principais: Ray Velcoro (Colin Farrell) um detetive corrupto do condado de Vinci com problemas familiares; Frank Semyon (Vince Vaughn), um empresário que burla as regras – e as leis – e corre o risco de perder todo seu império; Ani Bezzerides (Rachel McAdams), uma detetive do condado de Ventura com problemas pessoais e familiares; e Paul Woodrugh (Taylor Kitsch), um oficial da patrulha de rodovias da Califórnia que oculta algum mistério/evento em seu passado. 

A principio são apresentados apenas os dramas pessoais de cada um dos protagonistas, sem a trama principal da investigação aparecer de cara. Fora os dramas também é nos mostrado um único flashback ligando os personagens de Ray e Frank, ficando muito “no ar” a relação que eles tem. Diferente da temporada anterior que era toda contada revendo os acontecimentos do passado em paralelo com o presente num interrogatório com os personagens principais, essa segunda temporada tem uma trama linear apenas alterando entre as histórias solo dos personagens, que as vezes se convergem.

Você não entende muito bem qual será a investigação da temporada até o final do primeiro episódio que da o gancho definitivo para a série mostrar suas intenções. Foi por isso que deixei para escrever sobre ela a partir do segundo, onde a trama já começa a se explanar.

No segundo, já temos um envolvimento mais direto entre os personagens que foram reunidos de um jeito um tanto inusitado ao final do primeiro episodio. O começo já mostra Frank paranoico contando um momento da sua tenebrosa infância e se desesperando por seu império estar desmoronando por conta de um negocio que não foi concretizado. Os simbolismos utilizados pelo criador e GÊNIO roteirista Nic Pizzolatto em momentos como esse descrito acima é que fazem a total diferença em True Detective. As pistas são colocadas para o espectador entrar na investigação e ir montando o quebra-cabeças junto com os detetives.

Além do pequeno avanço na investigação que rola durante o episodio, acontecem situações que nos mostram mais das facetas que os personagens principais escondem em suas atitudes.  Não darei spoiler, mas vale a pena mencionar o IMPACTO que foi o final desse último episodio.

Com um clima noir, num ambiente urbano deixando bem claro que a frase “We get the world we deserve” (obtemos o mundo que merecemos), destacada em todos os posteres da segunda temporada, é o ponto central da trama. Toda a sujeira e esquemas envolvendo corrupção e violência um dia voltam e nos cercam. True Detective ainda mantém a sua qualidade e vale a pena ser acompanhada, porém dando lugar aos rituais ocultistas e misteriosos por uma trama centrada na falha humana e sua face corrupta.

Deixo aqui mais uma lindíssima abertura feita para a série.

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