Após mais de 20 anos da estreia do clássico Jurassic Park que mudou o cinema para sempre, e um pouco menos depois das duas sequências deploráveis, chega na “era dos reboots”, Jurassic World. Um filme pipocão, honesto e que entrega o que promete.

Em Jurassic World, o parque já está aberto faz uma era e assim como no cinema, ninguém mais se impressiona com dinossauros. A solução é então todos os anos criar uma nova atração, e a de 2015 foi gerar um dinossauro geneticamente modificado, o Indomious Rex. O problema: o Dinossauro é uma das feras mais assassinas que já habitaram este planeta. Com o bicho a solta, sobra para Chris Pratt e Bryce Dallas salvarem os turista e tentar “domar” o animal em meio a outros subplots.

Com essa sinopse já surge o primeiro problema do filme que na verdade não é um problema. Estamos em uma franquia cujo primeiro filme marcou não só pela inovação, como pelos ótimos personagem e o clima de suspense/terror. Só que agora a Jurassic Park não é mais nada disso. Jurassic Park/World é um filme de ação, e nada mais. Isso nitidamente incomodou muitas pessoas, mas sinceramente era o esperado.

Um filme de ação foi que me foi vendido e o um filme de ação foi o que me foi entregue. Numa época em que praticamente todos os reboots e remakes (Mad Max, Exterminador do Futuro) são exatamente isto, é um pouco inocente achar que teríamos a mesma profundidade do clássico de 1993. Claro que não posso ignorar e sair aceitando qualquer porcaria que jogarem na tela com a desculpa “é um filme de ação”, só que dessa vez a ação funciona, os efeitos são espetaculares e eu me diverti horrores. Como eu disse, “é um problema que não é um problema”.

Outro ponto bacana para destacar aqui é a imersão no parque, que realmente parece uma Disney com dinossauros. Eu já fui pronto e querendo estar ali, então não conto muito, mas fui junto com minha irmãzinha no cinema e eu pude ver nos olhos dela o mesmo brilho que eu tive quando assisti Jurassic Park. Isso é impagável e já teria valido por completo a experiência.

Mudando de novo de assunto, eu tenho lido por aí muita gente chamando filme de sexista/machista e eu só posso rir e discordar. O problema pelo visto foi porque a personagem de Bryce é “frágil e precisa ser salva pelo herói”. Primeiro, ele é da marinha e ela a administradora chefe de uma empresa, é claro que ele está mais preparado mental e fisicamente que. E segundo, SPOILER foi ela que no fim do dia abriu a jaula do T-Rex sozinha, peitou o bicho e atraiu ele pra cima do Indomious. É a Carrie que salva o dia e o “mocinho”. Enfim, argumento inválido. SPOILER

No fim, é óbvio que o filme não é perfeito e possui defeitos. Há a necessidade absurda de tocar o tema clássico a todo momento (até quando não faz sentido), o subplot é meio mal explicado e você meio que não se importa e o mocinho é mais raso que um pires. Mas a ação de primeira, referências leves e bem colocadas ao “primeiro parque” e o anseio imenso de poder ter visitado o Jurassic World antes de toda a loucura acontecer, fizeram com que esta tenha sido uma das minhas aventuras favoritas de 2015 e o segundo melhor filme da franquia.

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