Quase 40 anos após o lançamento do filme australiano estrelado por Mel Gibson, surge o quarto da franquia Mad Max, dessa vez com outro ator na pele de Max, por motivos óbvios, mas ainda sim uma sequência direta de seus anteriores, ambientado no mesmo mundo pós-apocalíptico. Só que agora, é ação do começo ao fim!

O enredo de “Estrada da Fúria” é o mais básico possível. Um ditador maluco chamado Immortan Joe tem suas parideiras sequestradas pela Imperadora Furiosa (Charlize Theron) e uma perseguição implacável para trazê-las de volta tem início. O protagonista Max (Tom Hardy) acaba se envolvendo na perseguição sem querer, mas decide deixar seu falso coração de pedra de lado e ajuda na fuga.

E é só isso. Ponto. O resto do filme são perseguições do começo ao fim. Ação, ação e mais ação. Esqueça plot twist, esqueça ir para casa filosofando, esqueça qualquer coisa que não seja ação pura, honesta, inovadora e sem qualquer pretensão além de te deixar pregado na cadeira de emoção. Isso é MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA.

Mas não é porque não há quase nenhum enredo que não há nada para se atentar no filme. Por estarmos num mundo pós-apocalíptico, todos os veículos, ferramentas, armas e estruturas foram criadas a partir do que sobrou do velho mundo, então há uma atenção absurda ao detalhes. Se reparar bem, todos os veículos, até os mais imponentes são remendos de carros e entulhos antigos.

Quanto aos personagens, Max nitidamente traz consigo toda a carga que carregou nos três filmes anteriores e continua sendo o Road Warrior de sempre. Charlize Theron como Imperadora Furiosa está um arraso tanto na interpretação como no visual. É incrível como ela consegue continuar bonita mesmo toda suja, careca e mutilada. Mas Nux, o Menino de Guerra, foi a melhor surpresa do filme. Um personagem que tinha tudo para ser o maior pé no saco, mas se revelou exatamente o oposto. Como ele mesmo diria: Testemunhe!

Minha única ressalva aqui fica pela “imortalidade” de Max e Nux. Ambos perdem sangue, apanham, tropeçam, caem de veículos em movimento, capotam, levam estilhaços na cara e antes que você possa dizer “Valhalla”, estão novamente em pé e com mais energia para lutar do que antes. Só mesmo a Furiosa pareceu humana nesse ponto. Mas também, nada que uma suspensão de descrença não resolva.

No fim, Estrada da Fúria facilmente revitalizou a franquia, expandiu sua mitologia e é o filme certo para quem só quer uma carga INSANA de ação honesta. Já para aqueles que vão ao cinema esperando um grande enredo e se enchem fácil de ação ininterrupta, é melhor ver se outro filme está passando na sala ao lado.


No YouTube, recapitulamos a trilogia original de Mad Max:

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