Maratona: Rumo a ‘Vingadores: Guerra Infinita’ – Guardiões da Galaxia

No meio de 2014 chegou aos cinemas provavelmente a maior surpresa da Marvel Studios desde o primeiro filme do Homem de Ferro. Um filme descontraído, bem humorado, com uma trilha sonora ESPETACULAR e muita ficção cientifica. Esse era OOGA CHAKA OOGA OOGA  CHAKA Guardiões da Galáxia.

 Enquanto a DC andava em círculos e dizia que alguns de seus personagens eram complexos demais para o cinema, a Marvel Studios anunciou um filme com um guaxinim falante com metralhadora. Mais uma vez estavam apostando em heróis de “segunda linha” e mais uma vez o tiro  foi OH YEAH certeiro. 

O filme conta a história do ladrão Peter Quill, o Senhor das Estrelas, que se une com outros foras da lei para tentar vender um artefato milionário. No desenrolar da história, o grupo descobre com o que estão lidando e devem tomar a decisão de fugir com o rabo entre as pernas ou salvar a galáxia. Não é preciso ter assistido o filme para saber qual decisão foi tomada, ainda assim o filme não é clichê ou previsível.

Um ponto fortíssimo de Guardiões da Galáxia é que tudo ocorre com fluidez. O encontro dos heróis fora da lei, a decisão de trabalharem juntos e as descobertas. Tudo ocorre com naturalidade dando imersão total e nunca fazendo o telespectador parar para pergunta como ou porque cargas d’água determinadas ações foram tomadas. As piadas também são incrivelmente bem colocadas e extremamente engraçadas. Muito filme de comédia não me faz dar tanta risada.

Leia também: A Manopla do Infinito no Universo Cinematográfico da Marvel

Com personagens fortes, bem estruturados e com “motivações compráveis”, é muito fácil se relacionar com eles. Destaque nesse ponto para a relação palpável entre Rocky e I’M Groot que muito lembrou a de Han Solo com Chewbacca. Ver Guardiões da Galáxia foi como assistir Star Wars pela primeira vez. Não estou dizendo que ele veio substituir a franquia ou que será a nova mania mundial, mas a diversão, a sensação de descobrir um novo universo e as emoções foram as mesmas.

Sei que eu deveria ressaltar pontos negativos para balancear o texto, mas eu fiquei apaixonado por praticamente cada aspecto do filme. Os efeitos especiais são de primeira, todas as cenas são a luz do dia, coreografias bem feitas e a trama geral do universo cinematográfico da Marvel avança. O vilão está longe de ter o carisma do Loki, mas ainda assim é imponente e realmente passa a sensação de que nossos heróis estão na roça.

Enfim, a DC BOY vai ter que comer muito arroz com feijão, malhar e ainda usar a Manopla do Infinito para tentar chegar perto do que a Marvel realizou com este filme. HUEEES

E o filme se encerra com uma das, se não a melhor cena pós credito da Marvel, representando tudo que esse filme faz a gente sentir, um bebe alien árvore dançando Michael Jackson:

Deixe seu comentário:

Deixe um comentário