Opinando: Kite (2014)

Kite é originalmente um OVA (Original Video Animation) de 1998, época em que este tipo de lançamento não se importava em ter violência extrema e sexo explícito como parte da trama. Somando isto a cenas de ações épicas como tiroteios em queda livre, adaptar Kite para live-action já seria uma tarefa difícil com um orçamento largo, agora imagine ter que fazer a produção com o troco do pão. É por essa e por outras que a adaptação falhou fortemente.

Em primeiro lugar, vamos ressaltar que da obra original só sobrou a bala explosiva (que é esquecida durante o filme todo), o nome da protagonista e a cena inicial do elevador. Eu não esperava as cenas de sexo explícito, nem a do caminhão abrindo um buraco no meio da cidade, mas a trama e as cenas de ação foram totalmente modificadas (ou ignoradas) para caberem nas limitações da produção. Resultado, os fãs do anime não gostarão da obra. Fato.

Agora esquecendo a parte de adaptação, o filme ainda assim falha. A fotografia faz parecer um fan-film para o YouTube, a história não convence ninguém e as atuações são tão rasas quanto podem ser. Aliás, Samuel L. Jackson provavelmente estava devendo um favor para alguém, ou não leu o roteiro. É incrível como ele parece deslocado no meio de tantos atores medianos.

Normalmente é neste momento que eu realço os pontos positivos, mesmo das produções mais fraquinhas, mas desta vez não vai ter como. Infelizmente nada em Kite me agradou. Eu juro que tentei gostar, mas um filme que me faz olhar a cada 10 minutos se falta muito pro fim, não tem muita salvação. Ao menos para mim.

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