Opinando: Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola

O humor de Seth MacFarlane é sujo, inconveniente, depreciativo e sem limites. É por isso e outros motivos que sou um fã incondicional do trabalho dele e extremamente suspeito para falar desse filme.

Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola possui esse típico humor de MacFarlane que estamos tão acostumados por Uma Família da Pesada e Ted. Portanto o primeiro ponto a ressaltar é que se você não é um fã dos outros trabalhos do diretor/produtor, nem chegue perto desse filme. Ele é tão indecente e impróprio quanto suas outras produções. Agora se você já é fã de longa data do rapaz ou não se sente incomodado com piadas escrachadas em sem noção, esta talvez seja a comédia do ano pra você.

A história do filme é bem simples. Um fazendeiro quer conquistar sua amada de volta e para isso se junta a mulher do pistoleiro mais temido do oeste para fazer ciúmes. A trama portanto é bem previsível, mas acredito que esperar muito mais do que isso deste tipo de comédia, é se sabotar. A questão aqui é só aceitar todas as bizarrices que movem a história e rolar de rir com piadas que vão desde sombras fazendo sexo até viagens astrais.

O meu ponto negativo pro filme foi que Seth MacFarlane é um excelente dublador, mas não um bom ator. Algo que consegui suprimir com facilidade devido ao humor e ao restante do elenco. Temos Amanda Seyfried, Charlize Theron, Neil Patrick Harris, Liam Neeson e Sarah Silverman. Aliás, não procure na internet pelo elenco do filme. Há três gratas surpresas nele, incluindo um famoso ator “revivendo” um famoso papel. 😉

Enfim, eu acho que grande mérito do MacFarlane é que o rapaz entende como o cinema funciona, conhece muito bem todos os clichês e sabe melhor ainda como usá-los e escrachá-los. Não só isso, Seth tem a política em suas séries de anotar e aproveitar cada boa piada criada pela equipe, não importa o quão deslocada ela possa parecer. As piadas então são “armazenadas” e situações são criadas para encaixa-las, não importando o quão fora do contexto original. E isso é parte do que me fez gostar tanto do filme.

Agora, chega de ficar puxando sardinha do rapaz. Eu não sei se bato palmas ou se choro com esse título nacional. De “Um Milhão de Maneiras de Morrer no Oeste” para “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”. Manteve a “essência” e ainda deixou engraçaralho como o filme, então acho que tudo bem. É bizarro, mas tá no contexto.

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