Opinando: The Flash (Piloto)

O que nós temos quando Flash, o super-herói mais rápido do mundo, estrela sua nova série de TV? Um episódio onde tudo acontece em um Flash!

A trama de The Flash começa quando, ao ver sua mãe ser inexplicavelmente assassinada e seu pai  injustamente acusado pelo crime, Barry Allen é acolhido pelo detetive West e sua família e se torna um cientista forense no Departamento de Polícia de Central City, na tentativa de descobrir a verdade. Ao mesmo tempo o Dr. Harrison Wells, cientista do laboratório S.T.A.R., está desenvolvendo um acelerador de partículas que explode ao ser ativado, causando uma tempestade de raios. Barry é atingido e entra em coma. Quando acorda ele descobre que tem super velocidade, tornando-se um meta-humano, mas infelizmente ele não é único.

Devo dizer que o episódio piloto de The Flash me deixou bem divido, porque ao mesmo tempo em que os acontecimentos e conflitos contidos no episódio foram, ao meu ver, pertinentes para a origem de um herói, tudo aconteceu tão rápido que acabou perdendo força. Começando pela reação do protagonista e dos outros personagens que descobrem sobre seus poderes. Inicialmente Barry teve uma reação convincente, primeiro ele estranhou, depois ficou assustado, mas logo após estava super empolgado, o que poderíamos relevar se ele fosse o único, afirmando que seria por sua personalidade. Mas essa mudança repentina de reação acontece o episódio inteiro, como por exemplo com a personagem Caitilin Snow (Danielle Panabaker) que  num momento se mostra incrédula com as novas habilidades de Barry, mas ao ver o que ele realmente pode fazer, não faz nada além de uma cara de susto, sem voltar a tocar no assunto. Outro exemplo é o próprio Dr. Wells, que ora dá um sermão em Barry dizendo para ele não bancar o herói, ora o incentiva.

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Outra coisa que foi pertinente (embora clichê) ter acontecido no episódio e que também se passou rápido demais, foi a dúvida de Barry em ser ou não um herói e que de quebra ocasionou a cena Crossover bem legal para os fãs de Arrow.

Quanto aos efeitos especiais, achei  “ok” e a trilha sonora não chegou a me chamar atenção.

Agora duas coisas que gostei bastante no piloto. Uma foi da escolha do elenco, que apesar de não terem demonstrado a “atuação do século”, pareceu bastante carismático e bem entrosado e o Grant Gustin que faz o Barry, com certeza atua bem melhor que o Stephen Amell, o Arqueiro Verde.  Outra coisa foi o gancho deixado no fim do episódio digno de cena  pós-créditos de filme de super-heróis.

O que mais me deixou dividido em tudo isso é que, se por um lado eu achei que teria sido melhor dividir o conteúdo desse episódio e uns 2 ou 3 para que tudo acontecesse mais devagar e tivesse mais peso, por outro eu entendo que não dava para fazer uma série do Flash onde o Flash, de fato como herói, não agisse no primeiro episódio.

E por fim minha conclusão é uma só, gostei do piloto o suficiente para querer ver a primeira temporada completa. Apesar de tudo que comentei, o clima da série é muito bom e foi bem divertido assisti-lo, sendo assim, recomendo a série a todos que gostam desse tipo de história. Só espero que os próximos episódios sejam menos dinâmicos, por assim dizer, afinal, de rápido já basta o Flash.

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