Opinando: Walk of Shame

Às vezes eu gosto de ir totalmente contra o comum, ignorar blockbusters e ver aqueles “filmes bobinhos”. Filmes de orçamento baixo, com final previsível, personagens manjados, mas que servem para passar o tempo. E apesar de Walk of Shame não ser “bobinho” ou “inocente” em suas piadas, ele encaixa perfeitamente nesse critério de “filme comum para passar o tempo”. É bobo, mas eu gosto.

Walk of Shame, que significa “caminhada da vergonha”, é um termo popular nos EUA que denota aquele momento da madrugada/aurora quando as pessoas voltam a pé da balada para suas casas, normalmente bêbadas, descabeladas, com dores de cabeças e ligeiramente perdidas. E é nisso que o filme se foca, quando a âncora Mehgan Miles (Elizabeth Banks) tem que voltar para seu escritório bêbada, sem carteira ou dinheiro, num bairro barra pesada de madrugada a tempo para a entrevista de emprego mais importante da sua vida.

Com essa premissa simples, o filme faz Mehgan passar pelas situações mais insanas possíveis dentro do que o orçamento pôde pagar. Biqueiras de droga, sinagogas, escolas, prostíbulos, casas de massagem e mais um pouco.  E apesar do final óbvio, a jornada da moça é relativamente divertida. As piadas não são a revolução da comédia, mas arrancaram boas risadas de mim. E alguns personagens como os traficantes são sensacionais, enquanto outros como os policiais são um pé no saco e não convencem ninguém.

Infelizmente, não há muito mais para ser dito sobre esse tipo de filme genérico. Então, encerrando o Opinando mais rápido da história, o filme distrai, Elizabeth Banks é linda, algumas piadas funcionam e outras não (como em toda comédia) e o roteiro é tão simples quanto um roteiro pode ser. Um filme para quem quer algo realmente despretensioso e sempre teve inclinação para este tipo de entretenimento descompromissado. Existem melhores, mas vale o tempo e pipoca.

 

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