Opinando: Game of Thrones (4×07 – Mockingbird)

Na reta final da temporada, tudo que tanto tardou e enrolou para acontecer está desenrolando em bom ritmo, “justificando” alguns episódios que haviam estagnado a história.

O título do episódio, Mockingbird, significa tordo, o pássaro símbolo da casa de Petyr Baelish. Assim deixando explícito desde o incio que algo de grande e inesperado deveria acontecer com Minhinho. Obviamente, isso ficou para o final do episódio, pois começamos em Porto Real presenciando a força desumana da Montanha, o campeão de Cersei no julgamento de Tyrion, ao abrir crânios como se fossem cocos. Somando isso com um irmão maneta e Bronn sendo Bronn ao deixar Tyrion na mão por dinheiro, o Lannister já havia desistido de viver quando Oberyn em uma ótima cena, externa todo seu ódio e assume o cargo de campeão para salvar o anão e vingar sua família morta por Gregor Clegane.

Vagando por Westeros temos Arya e o Cão aparentemente ganhando tempo para o episódio ter 50 minutos quando Sandor leva uma mordida no pescoço. Pode não parecer um grande ferimento, mas depois que Khal Drogo morreu por um corte e o Rei da Ilha de Ferro voou para a morte com uma rajada de vento, os fãs de Game of Thrones já aprenderam a ficarem espertos e temerosos com qualquer detalhe.

Não menos perdidos estão Brienne e Podrick que se encontram com Torta Quente em busca da Sansa. Um personagem secundário do secundário, mas que foi muito bacana ver como até ele evoluiu. Um rápida aparição, deu rumo na história e fez uma ponte bacana com as temporadas passadas. Feliz pelo garoto.

Em Essos pouca coisa acontece. Khaleesi finalmente toma coragem e manda Daario despir-se para que eles possam se divertir um pouco. Vai ser muita frescura minha, mas a sobrancelha castanha da Emilia Clarke está destoando cada vez mais da peruca loira ao ponto de ficar inverossímil e me incomodar profundamente. Deixando isso de lado, entra o Capitão Friendzone, Sor Jorah Mormont nitidamente decepcionado com a escolha de Danny e num aconselhamento rápido, diz para a Mãe dos Dragões que deve parar de matar a torto e a direito os senhores escravagistas, mandando assim Hizdahr zo Loraq botar ordem em Yukai como embaixador. Fiquem de olho nesse personagem. Vale dizer aqui que no livro, nesta altura do campeonato, ela aliviava seus desejos sexuais com sua aias Irri e Jiqui, Daario só veio depois.

E como felicidade de Sansa dura pouco, a guria estava feliz da vida construindo um castelo de neve quando arruma briga com o Senhor do Ninho, é assediada pelo Petyr e de quebra ameaçada de morte pela própria tia. Essa garota precisa começar a rezar para todos os Deuses possíveis de Westeros. É então que o nome do episódio se encaixa logo após Petyr dizer para Lysa: “Eu só amei uma mulher em minha vida. A sua irmã”. Sem nem um traço de remorso, Petyr arremessa sua esposa pela Porta da Lua em direção a morte. Ele nem havia planejado matar o rei, fugir com Sansa, casar com Lysa, matar a mulher, tomar o Ninho e ser senhor do castelo. Mindinho é facilmente um dos meus personagens favoritos. No livro, rola muito mais coisa nesse parte, incluindo um harpista que estava tocando para a Senhora do Ninho e é culpado por sua morte.

Faltando apenas três episódios ainda teremos o julgamento de Tyrion e a mega batalha na Muralha. Será muita emoção pra pouco episódio.

Agradecimentos ao Marcelo Gabriel Brito pela ajuda com o texto.

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