Opinando: Um Drink no Inferno (1×07 – Pandemonium)

O episódio Pandemonium de Um Drink no Inferno abre com Eiza González como Santánico Pandemonium recriando a clássica dança do filme original. Eu não dizer sei se ela dançou legal, pois meu senso crítico nitidamente estava ofuscado pela beleza estonteante da atriz. Muitos queixos caídos por parte do elenco e dos telespectadores depois, o Patrulheiro chato esfaqueia a mão de Richie, Santánico fica louca da vida e se transforma numa “vampira”. O Trash sem limites tem início com decapitações, entranhas saindo do corpo e ninguém é de ninguém.

Após o Sol raiar e a “vampirada” sair do saguão, Sex Machine revela ser um estudioso de um grupo ancestral que cultua serpentes e que os vampiros na verdade não são vampiros. Eles são uma raça derivada das serpentes e essa é a razão das presas retráteis e a mordida na veia do pescoço para transmitir o veneno. Sinceramente, esta foi uma jogada genial da série para distanciá-la de todas as produções genéricas de vampiros de hoje em dia. Sem contar a excepcional caracterização dos Culebras, ou Waxaklahun Ubah Kan, que ficou vampiresca e reptiliana de uma maneira que mesmo sem explicação, fica nítido que não estamos falando de uma mitologia tão reusada ao longo dos anos.

Enquanto isso descobrimos que Santánico tem o temível Carlos em suas mãos e que os dois servem a um grupo de Culebras que servem a nove Mestres. Como previsto, Carlos envenenou geral e junto com Santánico pretendem serem livres e não mais “escravos dos escravos”. Com isso nos é apresentada toda uma sociedade desses Waxaklahun Ubah Kan, o que deve dar terreno para contar muita história. Em contraponto, como nada é perfeito, o mala sem alça do Patrulheiro González que foi mordido e arremessado numa vala com serras elétricas não morreu unica e exclusivamente pela força de vontade do roteirista. Pelo visto terei que aguentar muito mais tempo o péssimo Jesse Garcia atuando.

Em meio a toda esta história temos o jovem Scott Fuller finalmente fazendo algo que preste e assassinando Culebras, Sex Machine fazendo referência a clássica frase “Warriors, come out to play” de “Warriors – Os Selvagens da Noite” e a história tomando o rumo que todos esperavam. Além disso vale ressaltar que os escritores fizeram seu dever de casa e todos os nomes Maias usados para descrever a raça dos Culebras são realmente na língua da antiga civilização. O próprio “Waxaklahun Ubah Kan” significa “Serpente de Guerra”. E todo o design local remete com primor à arte Maia.

Daqui para frente a série não tem mais um filme para tirar como base. Na obra de 96, todos os personagens, menos Seth e Kate, morrem no bar e fim. Simples assim. Portanto é agora que um rumo próprio será tomado e pelas decisões deste episódio, será para melhor.

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