Opinando: Game of Thrones (4×06)

O sexto episódio da quarta temporada, The Laws of Gods and Men (As Leis dos Deuses e Homens), veio para compensar em 100% o furado e desnecessário episódio anterior.

A partir deste ponto os continentes começam a se cruzar mais na história, como alguns personagens de Westeros indo para Essos e diversas menções à Mãe dos Dragões e a situação política do oriente. Deixando bem claro isso temos Stannis Baratheon e Sor Davos em Bravos no Banco de Ferro tentando um empréstimo para financiar a guerra. Davos prova mais uma vez que é bem mais do que um contrabandista de cebolas quando Stannis já tinha meio que desistido. Esses dois deveriam trocar de cargos.

Ainda no oriente, Daenerys está em suas mais de 212 audiências com o povo de Meereen. Um pastor pede ressarcimento pelas ovelhas mortas pelos dragões, numa bela cena de caça, e Hizdahr zo Loraq implora por um enterro honroso para seu pai. Vale ressaltar aqui que essas duas audiências e/ou personagens serão bem importantes futuramente. Tudo numa cena boa, mas simples.

Voltando para Westeros, temos finalmente Yara (que no livro se chama Asha) de volta. A Nascida do Ferro tenta resgatar seu irmão Theon que agora é Fedor. Seu resgate, que foi criado para a série, cai por terra porque Fedor não lembra quem costumava ser.  Sei que o Greyjoy foi um monstro, mas ninguém merece o que ele passou. Agora com uma missão de fingir ser quem ele é de verdade (?), existe um fio de esperança para o personagem.

E finalmente chegamos ao ponto forte do episódio. O ponto que me deixou tenso e vibrando ao final do capítulo. O julgamento de Tyrion Lannister. Como previsto pelo Duende e por todos nós, Cersei manipulou qualquer um que soubesse falar e estivesse disposto a testemunhar. Histórias são inventadas e o destino do anão já estava selado quando seu irmão abre mão da Guarda Real em troca de sua vida. Tolo foi Jaime por ter caído no conto do velho Tywin que tinha nitidamente planejava este acordo.

Após um recesso, o maior inimigo de Tyrion e de muitos homens surge: uma mulher magoada, ferida e enfurecida. Shae volta e mente o tanto quanto pode para incriminar Tyrion e se vingar por ter sido tratada como “só um puta”. O anão fica magoado e numa amálgama de fúria e coração partido, Peter Dinklage dá um show de atuação que faz o telespectador sentir nos ossos as emoções do personagem. Então com uma cena super bem desenvolvida e com diálogos praticamente transpostos do livro direto para série, terminamos este sexto episódio com a exigência de um julgamento por combate e um Oberyn Martell com cara de quem gostou do que ouviu.

Para encerrar, vale uma transcrição do discurso final de Tyrion:

“Ver o seu bastardo perverso morrer deu-me mais alívio do que mil putas mentirosas.  Gostaria de ser o monstro que pensam que sou. Gostaria de ter veneno suficiente para todos vocês. Com muito prazer eu daria minha vida para ver todos vocês o engolindo. “

Agradecimentos ao Marcelo Gabriel Brito pela ajuda com o texto.

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