Opinando: Vikings, 2ª Temporada (Parte 2)

Se você não assistiu ainda aos episódios, tome cuidado ao ler, pois eu me empolgo fácil quando estou falando de Vikings.

A segunda metade da segunda temporada de Vikings começa com Rei Horik propondo a Ragnar Lothbrok uma aliança com o Jarl que havia acabado de invadir sua aldeia, Jarl Borg. Ao mesmo tempo que Lagertha compensa a patética submissão que ia totalmente contra o cerne na personagem e mata seu atual marido. Quando tudo parece estar dando errado para Ragnar, descobrimos que todo mundo estava comendo em sua mão e sua vingança chega.

Aprendemos então um pouco mais sobre a cultura Viking com o ritual da “Águia de Sangue”, onde os Nórdicos amarravam a vítima e dilaceram suas costas formando uma figura de águia com sangue. Um ritual chocante numa cena muito bem construída. Enquanto isso Floki se acasa e do outro lado do oceano Rei Ecbert prova que é tão esperto quanto Ragnar e forma uma aliança com o Rei Aelle e a Princesa Kwenthrith, uma ninfomaníaca totalmente descontrolada.

Somam isto com a aliança de Floki com Ecbert,  uma nova incursão tem início e no lugar de Jarl Borg entra Earl Ingstad, a nossa amada escudeira Lagertha. Com lutas espetaculares e bem coreografadas, a invasão culmina na derrota dos Vikings, obrigando uma aliança entre os nórdicos e ingleses. É mais ou menos nesta parte da série que a única coisa que realmente me incomodou na temporada surge, o fast travel. Sei que não dá pra perder tempo mostrando os nórdicos navegando nesta altura do campeonato, mas a passagem de tempo não ficou muito bem feita e parece que as viagens continentais estão durando cinco minutos.

Botando isso de lado, Ragnar brilhou muito na temporada toda. Tivemos o dilema de seu filho que nasceu sem ossos na perna, sua dissimulação e paciência em sua vingança e a quase onisciência, pois quando todos parecem estar tramando para matá-lo, descobrimos que ele estava brincando de pantomineiro, controlando tudo para que finalmente alcançasse o posto que tanto almejava, o de Rei.

Assim com Horik fora do caminho e sua ex-esposa, que ainda o ama, ao seu lado, Ragnar será finalmente “livre” para agir do modo que acha correto. Diplomaticamente em busca de terras, negócios, tesouros e o mais interessante, sem desrespeitar o Deus cristão, chegando até a aprender orações católicas, o que poderá ser muito bem o ponto de partida para um motim futuro.

Já Athelstan não teve muito destaque nesta segunda parte como eu acho que deveria. O monge fica confuso com que lado deve tomar partido, se decide, mas continua inseguro de sua escolha. Pode não ser muita coisa, mas pode gerar bons questionamentos junto a Ragnar sobre o choque das culturas, a minha parte favorita da série. Portanto, que venha a terceira temporada.

Leia também: Vikings, 2ª Temporada (Parte 1)

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