Opinando: Game of Thrones (4×02)

Você podia não saber o final deste episódio, mas sem dúvida se já assistiu está com a sensação de “era esse o episódio pelo qual esperei toda minha vida”.

Neste episódio ficamos sem qualquer aparição do continente de Essos, Arya e a Muralha. Isso para focar mais no casamento real, além de que não há muitos grandes acontecimentos futuros com Arya e Daenerys nessa temporada. Em contra-partida Tyrion brilhou bastante. Aprofundou (ou criou) laços com seu irmão agora que ambos são “defeituosos”, teve uma emocionante cena com Shae e foi fortemente humilhado várias vezes pelo Rei Joffrey durante o episódio todo.

[spoiler intro=”Possível spoiler sobre Shae, Tyrion e Tywin”] Shae no livro não vai embora, apesar de eu ter minhas dúvidas se ela partiu de verdade. Originalmente ela nem tenta sair de Porto Real e se essa foi a decisão tomada, a razão é óbvia: excluir a cena em que Tyrion mata seu pai e Shae nos aposentos da Mão do Rei. O Duende já sofreu demais.[/spoiler]

Após algumas ótimas e pouco discretas alfinetadas de Ellaria, Oberyn, Cersei e Tywin, a festa de casamento começa. Para entenderemos a proporção dela, no livro a cerimônia é descrita como tendo sete músicos, sete atrações, sete pratos principais, sete sobremesas, sete sopas, sete pombas e sete de tudo que você pode imaginar. Numa quantidade absurda, desnecessária e inconsumível de comida.

Durante os festejos, Joffrey chama um teatro de anões que no livro são apenas um anão e uma anã montados num cachorro e numa porca, respectivamente. A anã chamada Merreca não seria vital, mas teria alguma importância nas próximas temporadas. Ou a personagem foi deixada de lado, ou será apresentada em outro momento como foi no caso dos irmãos Reed.

Agora, antes de comentar o clímax, deixem-me ressaltar a fuga de Sansa e o treino de Jaime. Esta partida da Stark pode parecer coisa pouca, mas mudará fortemente o destino de vários personagens, fiquem de olho. Já o treino de Jaime no livro não acontece com Bronn e sim com Illyn Payne, o carrasco que decapitou Ned Stark. E desta vez eu fico do lado do livro, pois Payne foi escolhido por não ter língua, ou seja, nem que quisesse poderia falar sobre a condição de Lannister.

Após muito constrangimento, vergonha alheia e jogo de cintura de Margaery, chega o momento que todos estavam esperando: a morte de Joffrey. O maldito bastardo egocêntrico diz adeus à série. A cena foi fidelíssima ao livro e muito mais impactante do que eu havia imaginado. Além da ótima maquiagem, se separarmos o ódio pelo personagem do ator, Jack Gleeson mandou bem demais em sua sufocação. Uma pena o ator estar se aposentando tão jovem do ramo.<

Com Joffrey e Rob morto, a guerra dos cinco reis precisará mudar de nome. E não só isso, lembrem que na temporada anterior Stannis “sacrificou” o sangue de Gendry pela morte de três reis. Só falta um.

Agradecimentos ao Marcelo Gabriel Brito pela super ajuda com o texto. E lembrem-se “Os Lannisters não são os únicos a pagarem suas dívidas.”

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