Opinando: Vikings, 2ª Temporada (Parte 1)

Vikings é uma série de 2013 produzida pelo History Channel que conta a história de Ragnar Lothbrok, um líder e herói da Era Viking. Como os nórdicos foram um povo sem a cultura de registro escrito, a maioria dos documentos com relatos sobre eles foram feitos pelas vítimas de seus saques, portanto as histórias da série não são verídicas, mas funcionam muito bem, especialmente para compreender a cultura nórdica.

A segunda temporada de Vikings começa exatemente onde a primeira acabou, no estopim de uma guerra entre Ragnar e um reino nórdico auxiliado pelo vira-casaca do seu irmão. Como sempre as lutas são espetaculares e o ritmo da série dinâmico. Ainda no primeiro episódio temos o retorno da Princesa Aslaug, agora grávida de Lothbrok. Sua esposa, Lagertha, naturalmente não aceita a pulada de cerca, vai embora com seu filho e assim a história se divide em duas.

Um salto de quatro anos acontece. Ragnar e Aslaug estão com dois filhos, esperando um terceiro e finalmente é a hora de voltar para Nortúmbria e saquear terras nunca saqueadas antes por nenhum nórdico. Durante a incursão um novo personagem é apresentado, Ecbert, o rei das terras onde os Vikings chegaram. Este personagem merece destaque porque nas palavras dos próprios personagens “ele é como Ragnar”. E isso era algo que estava faltando na série, um contraponto forte ao protagonista. Rei Ecbert é implacável e, como Lothbrok, parece estar a frente de seu tempo.

Nos primeiros episódios da temporada eu estava sentindo muita falta da minha característica favorita na série, o choque cultural entre os nórdicos e o cristão Athelstan. Só que após tantos anos vivendo entre eles, é comum esse choque diminuísse, e é aí que a série surpreende e traz novamente este fator. Athelstan agora é um pagão, um Viking,  e parte na missão de saquear sua terra natal e matar seus conterrâneos. Simples assim, toda a carga cultural e religiosa do monge é posta a prova.

De volta ao leste, a aldeia de Ragnar é atacada. Ele volta para salvá-la e seu filho, Bjorn Lothbrok, e Lagertha aparecem para ajudar. Com os quatro anos de salto da série o ator de Bjorn é trocado de uma criança para um rapagão de 22 anos. No começo foi um susto e eu demorei para acostumar, mas ele voltou super porradeiro e bem, bem menos chato. Então foi por uma boa causa.

Agora em sua metade a temporada se encontra quase num clímax. Ragnar mais uma vez de coração dividido, a incursão na Inglaterra “abandonada” e Athelstan mais uma vez comendo o pão que o diabo amassou, tendo todas suas crenças questionadas. Além disso a série continua minuciosamente nos fazendo compreender a cultura dos Vikings. Como lutavam, pensavam, encaravam a morte, comercializavam, evoluíam e muito mais.

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